domingo, 19 de junho de 2011

ESBOÇO DE SERMÃO: O Filho Perdido


O Filho Perdido 

Lucas 15:11-32
Introdução

Essa parábola se encontra apenas no evangelho de Lucas.

Ela ensina que, desde que haja arrependimento e vontade de mudar, Deus está de braços abertos para perdoar e dar novo começo.

A parábola apresenta três personagens: o pai e seus dois filhos. O mais moço, pensando que a vida fora da casa do pai fosse melhor, pediu sua parte da herança, deixou o lar paterno, viajou para um país distante e lá gastou toda a sua herança. Após acabar o dinheiro, acabou tendo que cuidar de porcos para sobreviver. Em meio a esses animais, considerados imundos pela lei mosaica, o pródigo “caiu em si”, viu sua real situação e resolveu voltar. Chegando perto da casa de seu pai, este o avistou, correu ao seu encontro, abraçou-o e o beijou. Imediatamente, o pai mandou vesti-lo adequadamente, como a um filho. Colocou sandálias nos pés dele (os escravos é que andavam descalços) e um anel no dedo (do tipo carimbo para selar documentos). Ao fazer isso, mostrou que esse filho poderia novamente negociar com os bens do pai (note que ele já havia gasto sua parte na herança).

O filho mais velho (moço trabalhador, mas duro de coração) não se alegrou com a volta do irmão, mas o pai lhe disse que era hora de “fazer festa”, pois o perdido fora encontrado. Essa parábola ilustra o trato de Deus com aqueles que se arrependem de seus caminhos e resolvem voltar a Ele: Encontrarão os braços divinos para abraçá-los e dar-lhes novamente plenas condições de filhos queridos.

I - O Engano do Pecado: 15:11-16
A parábola mostra que é inútil a tentativa de buscar a felicidade obtendo e desfrutando coisas como dinheiro, sexo sem compromisso, drogas e fama. O pródigo tentou “com um saco de dinheiro” comprar a felicidade – 15:12,13.

A parábola mostra a transitoriedade das coisas materiais: uma hora tudo acaba – 15:14.

A parábola mostra até onde pode levar o pecado: em terra estranha, o moço foi cuidar de porcos para sobreviver (um dos trabalhos mais humilhantes para um judeu) – 15:15,16.

II - Condições para o Perdão: 15:17-19
Reconhecer o erro: ele “caiu em si”, reconheceu que havia trilhado caminhos errados – 15:17.

Desejo de mudar: “levantar-me-ei..., irei..., e direi” – 15:18. O desejo de mudar de vida é causado pelo Espírito Santo (ver Jo. 16:8).

Confessar: “Pai, pequei..., já não sou digno” – 15:18,19.

III - Como Deus Trata o Pecador Arrependido: 15:20-32
Aceita o pecador arrependido como está (o filho pródigo devia estar em estado lastimável: sujo pela lama dos porcos, malcheiroso, cabeludo, barbudo e descalço). Mesmo assim, o pai correu ao seu encontro (algo considerado indigno para um homem de idade avançada como aquele pai), abraçou e o beijou – 15:20.

Perdoa-o e lhe restitui o pleno status de filho: deu-lhe vestes de linho, sandálias de filho e anel de filho (esse último era, como já foi dito na introdução, um tipo de carimbo para que o filho pudesse novamente negociar com os bens do pai). As vestes, aqui, representam a justiça de Cristo que é creditada no momento em que eu O aceito – quando Deus me olha (estando eu trajando com as vestes imaculadas da justiça de Cristo, não vê a mim, mas a Seu Filho. Que imenso privilégio!) – 15:22.

Comemora: dá um banquete com o que de mais especial havia: o novilho cevado – 15:23,24. Enquanto o irmão mais velho se aborrece com a volta do irmão perdido (15:25-32), o pai faz festa. Lucas 15:10 diz que “há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende”. Assim também deve ocorrer hoje, quando algum irmão ou irmã errar. Quando ele ou ela voltar, façamos festa.

Conclusão
Por que Jesus contou essa parábola? Para mostrar que os pecadores arrependidos são mais que bem-vindos ao reino de Deus (ver Lucas 15:2). E quais são as principais lições da parábola?

A felicidade não pode ser encontrada somente em ter coisas e desfrutar delas (são importantes, mas não devemos supor que por tê-las, seremos automaticamente felizes).

Só quando fazemos a vontade do Pai celeste e usamos as posses também para o bem do próximo é que podemos encontrar a real felicidade.

Quando erro e me arrependo, Deus não fica me cobrando, me lançando em rosto o pecado cometido (quem faz isso é Satanás – o “acusador dos irmãos”). Ao contrário: Deus e o Céu se alegram e fazem festa.

Apelo: Irmãos, qual é nossa reação quando um irmão ou irmã erra, se arrepende e volta? Temos a reação do irmão mais velho, do fariseu (“sou melhor do que todo mundo”), fico aborrecido ou faço festa, como fez o pai, que nesta parábola representa Deus?

Há aqui algum “irmão mais velho” – correto, mas duro de coração?

Se houver, Jesus pode tirar o coração de pedra e substitui-lo por um novo coração, de carne, sensível, cheio de simpatia e consideração.

Há, porventura, aqui alguém que se afastou de Deus e teme que, se voltar, não será aceito por Deus nem por Sua igreja? Não se demore mais! Vá, agora mesmo, ao encontro dos braços amorosos do Pai celestial, e tenha seus pecados perdoados e adquira novamente a condição plena de filho amado. Demos graças a Deus por Seu imenso e inesgotável amor!


Pr. Ozeas C. Moura - Revista do Ancião  -  Abr – Jun 2008. Dpto Comunicações UCB

Luís Carlos Fonseca

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