quinta-feira, 1 de junho de 2017

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 13 (II trimestre de 2017) PRINCIPAIS TEMAS EM I e II PEDRO

COMENTÁRIOS DA LIÇÃO 13 (II trimestre de 2017) PRINCIPAIS TEMAS EM I e II PEDRO

VERSO ÁUREO: “Levando ele mesmo em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados.” I Pedro 2:24

INTRODUÇÃO (sábado 17 de junho) - Chegamos na última lição do trimestre. A primeira carta de Pedro estava relacionada com a perseguição que os crentes enfrentavam e a segunda foi escrita para alertar e orientar os crentes sobre os falsos mestres que estavam inseridos no meio deles. Hoje não é diferente; pois, os filhos de Deus são constantemente perseguidos por seguirem a Cristo, e as falsas filosofias estão inseridas no mundo académico e religioso, de tal forma, que devemos ficar atentos para continuarmos do lado de Cristo e de Suas doutrinas.

A lição desta semana vai abordar especialmente sobre 5 temas importantes: a) O sofrimento e morte de Jesus. b) A nossa resposta ao amor de Deus em nos salvar, isso relacionado com o juízo final. c) A esperança que devemos manter em aguardar a volta de Cristo. d) A ordem que o crente deve desenvolver na sociedade e na igreja. e) A obediência às Escrituras Sagradas para o nosso crescimento pessoal, familiar, na sociedade, na igreja e com Deus.

Dos temas que iremos abordar nesta lição aquele que mais me chama a atenção é sobre a morte de Cristo para nos salvar. Jesus é o tema principal dos escritos de Pedro, e o apóstolo faz questão de salientar o amor de Cristo em nos salvar, desde o primeiro verso. Embora o tempo de perseguição em que os livros de Pedro foram escritos tenha sido muito violento, Pedro revela que era, na verdade, um tempo de regozijo. Ele disse que sofrer pelo amor de Cristo, assim como Seu Salvador sofreu por eles, devia ser encarado como um privilégio.

Pedro conhecia, por experiência própria, o que era negar, escarnecer e jogar contra o reino de Deus e, depois da sua conversão, ele conseguiu administrar as perseguições no meio do grande conflito até a sua morte. Ele pode dizer sobre o grande conflito em seus escritos, e somos beneficiados com a inspiração bíblica! A grande transformação na vida de Pedro revela a conversão experimentada por todo aquele que conhece o poder de Deus em sua vida. A história de vida de Pedro nos mostra que é possível mudar. A Rocha, que é Cristo, operou a transformação em Pedro e; como resultado, ele enalteceu o amor de Cristo em suas cartas.

O que o sangue de Cristo promove na vida de cada crente? Tem o poder de expiar todos os pecados cometidos por um número infinito de pessoas ao longo dos tempos, e; todos, cuja fé repousa nesse sangue e O aceitam, serão salvos. O sangue de Cristo redime os crentes do pecado e da morte ou separação eterna, o sangue de Deus também "purificará a nossa consciência de atos que levam à morte, de modo que sirvamos ao Deus vivo!.” Hebreus 9:14. Amém?

O fato de Cristo ter morrido por nós tem o significado de não só estarmos agora livres de oferecer sacrifícios desnecessários para obter a salvação; mas, somos livres para agradar a Deus. Porque o sangue de Cristo nos redimiu, somos agora novas criaturas em Cristo. Ver II Coríntios 5:17. Pelo sangue de Jesus somos libertos do pecado para servir ao Deus vivo, para glorificá-lo e desfrutar Sua presença e bênçãos eternas.

O sangue de Cristo é a base da nova aliança. Na noite em que foi traído Jesus ofereceu o cálice de vinho aos discípulos e disse: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês.” Lucas 22:20. Derramar o vinho na taça simbolizava o sangue de Cristo que seria derramado por todos os que chegariam a crer nele. Amém?

De que forma Jesus morreu em nosso lugar? A Palavra de Deus sempre ensina que Cristo morreu vicariamente, como nosso substituto, em nosso lugar, pagando por nosso pecado e recebendo a nossa punição: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.” Isaías 53:4 e 5.

Em palavras simples, a morte de Jesus libertou-nos da morte e condenação eterna, pois todos os que aceitam Jesus, como Salvador e Senhor, têm a vida eterna e não entram em condenação. Quando tomamos consciência que o pecado é a razão de nossa condenação e morte, sem nenhum vislumbre de esperança, a maldição nos conduz ao desespero, angústia e morte eterna. O pecado é uma maldição tão terrível, que separa o homem de Deus. Que Deus nos ajude a estarmos sempre ligados à Videira verdadeira para recebermos somente a seiva celestial. Amém?

DOMINGO (18 de junho) O SOFRIMENTO, JESUS E A SALVAÇÃO - Veja como Pedro descreve o sofrimento de Cristo: “Porque para isto sois chamados; pois também Cristo padeceu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigais as suas pisadas. O qual não cometeu pecado, nem na sua boca se achou engano. O qual, quando o injuriavam, não injuriava, e quando padecia não ameaçava, mas entregava-se àquele que julga justamente; levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados. Porque éreis como ovelhas desgarradas; mas agora tendes voltado ao Pastor e Bispo das vossas almas.” I Pedro 2:21-25

A Bíblia diz assim: “E perto da hora nona exclamou Jesus em alta voz, dizendo: Eli, Eli, lamá sabactâni; isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Mateus 27:46. Quando Jesus entrou na Sua hora de agonia não conseguiu enxergar o Pai, pois os pecados de todos O separaram da Luz. Muitas pessoas também quando sofrem, suas lágrimas impedem de enxergar o amor de Deus, mas Ele permanece do lado delas. Deus nunca nos abandona. Amém?

Veja como o seguinte texto mostra o sofrimento de Cristo: “Satanás torturava com cruéis tentações o coração de Jesus. O Salvador não podia enxergar para além dos portais do sepulcro. A esperança não Lhe apresentava Sua saída da sepultura como vencedor, nem Lhe falava da aceitação do sacrifício por parte do Pai. Temia que o pecado fosse tão ofensivo a Deus, que Sua separação houvesse de ser eterna. Cristo sentiu a angústia que há de experimentar o pecador quando não mais a misericórdia interceder pela raça culpada. Foi o sentimento do pecado, trazendo a ira divina sobre Ele, como substituto do homem, que tão amargo tornou o cálice que sorveu, e quebrantou o coração do Filho de Deus.” O Desejado de Todas as Nações, 753

Tendo em vista tanto amor demonstrado por nós, que resposta vamos dar a Deus? O que me impressiona, no plano da salvação, é que Deus vai à procura do pecador. Isso é inerente no carácter da Divindade. A reconciliação do homem com Deus não acontece por que o homem vai a Deus e suplica perdão e uma segunda oportunidade, mas; porque “quando éramos inimigos de Deus fomos reconciliados com Ele mediante a morte de seu Filho.”

Até que ponto podemos comparar o nosso sofrimento com o de Cristo? O fato de a pessoa se tornar em um discípulo de Cristo não a torna imune à provações e tribulações da vida. Por que um Deus, bom e amoroso, permite que passemos por coisas como a morte de uma criança, doenças e ferimentos a nós mesmos e aos nossos entes queridos, dificuldades financeiras, preocupação e medo? O propósito final de Deus para nós é crescer mais e mais à imagem de Seu Filho. Ver Romanos 8:29. Este é o objetivo do cristão; e tudo na vida, incluindo as provações e tribulações, nos é concebido para permitir alcançar esse objetivo.

As provações, pelas quais passamos, desenvolvem em nós um caráter piedoso, e isso nos permite a gloriar; "nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado." Romanos 5:3-5.

Na verdade, as provações acontecem tanto com um propósito passageiro, quanto como uma recompensa eterna. "Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam." Tiago 1:2-4,12.

Nossos sofrimentos não provêm da Terra. Em cada aflição, Deus tem um propósito a realizar em nosso benefício. Cada golpe que destrói um ídolo, cada providência que diminui nosso apego à Terra e aumenta a nossa afeição para com Deus, é uma bênção. A poda pode ser penosa por algum tempo, mas depois “produz um fruto pacífico de justiça." Hebreus 12:11.

Devemos receber com gratidão o que quer que seja que desperte nossa consciência, eleve os pensamentos e enobreça a vida. Os galhos sem frutos são cortados e lançados ao fogo. Sejamos gratos; pois, porque mediante a dolorosa poda nós podemos manter ligação com a Videira viva. E se sofrermos com Cristo, também com Ele reinaremos. A mesma provação que tão severamente abala a nossa fé, e faz parecer que Deus nos tenha abandonado, é a que mais nos aproxima dEle, para que lancemos as nossas cargas aos pés de Cristo e experimentemos a paz que, em troca, Ele nos concede.” A Minha Consagração Hoje, 85

SEGUNDA-FEIRA (19 de junho) COMO DEVEMOS VIVER? - Este é o texto que traduz bem a maneira que devemos viver: “Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade, aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça. Por isso, amados, aguardando estas coisas, procurai que dele sejais achados imaculados e irrepreensíveis em paz. E tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor; como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada.” II Pedro 3:11-15.

Viver de forma santa deve ser o objetivo de todos nós. O conceito de santificação pode ser definido com clareza e o seu significado deve ser buscado na Bíblia sagrada. Em sua proposta, a santificação inclui pelo menos os seguintes aspectos: 1) Conformidade com a vontade revelada de Deus, a aceitação com amor às Suas leis. 2) Integridade, entrega e serviço à Deus. 3) Uma vivência que não deve ser confundida com sentimentos ou emocionalismo religioso. 4) Ser santo significa levar uma vida caracterizada pela humildade e mansidão, e não por algum tipo de santificação própria. 5) Ser santo não implica impecabilidade ou carne santificada, como é defendida por alguns. 6) Ser santo significa estar ligado a Cristo, conforme João 15:1-5.

É possível viver a santificação e estar habilitado para o céu? Sim. Tanto a Bíblia como os escritos de Ellen White, descrevem a santificação como um imperativo divino e como uma possibilidade humana marcada por uma experiência dinâmica de cooperação divino-humana. Não se apresenta a santificação como opção, mas sim como necessidade, recordando que os pedidos de Deus são sempre acompanhados com o poder de Deus para a capacitação humana.

Ser santo significa estar ligado com Jesus, e o Espírito Santo possibilita o crente a não ter dívidas financeiras e morais com pessoas, ser fiel ao conjugue, não prostituir-se, não ver pornografias, cuidar do seu corpo como morada do Espírito santo, ser manso, humilde, paciente, etc.. pois: “ “Não sabeis que os injustos não hão de herdar o reino de Deus? Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.” I Cor. 6:9-10

Ser santo também implica em olhar as pessoas com amor constante. Pedro escreveu assim:”E já está próximo o fim de todas as coisas; portanto sede sóbrios e vigiai em oração. Mas, sobretudo, tende ardente amor uns para com os outros; porque o amor cobrirá a multidão de pecados. Sendo hospitaleiros uns para com os outros, sem murmurações, cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus. Se alguém falar, fale segundo as palavras de Deus; se alguém administrar, administre segundo o poder que Deus dá; para que em tudo Deus seja glorificado por Jesus Cristo, a quem pertence a glória e poder para todo o sempre. Amém.” I Pedro 4:7-11.

Ninguém que pretenda ser santo é realmente santo. Aqueles que estão registrados como santos nos livros do Céu não se apercebem deste fato e são os últimos a proclamar a própria bondade." The Signis of the Times, 28/021885

Não é prova conclusiva de que um homem é cristão o manifestar ele êxtases espirituais sob circunstâncias extraordinárias. Santidade não é arrebatamento: é inteira entrega da vontade a Deus; é viver por toda a palavra que sai da boca de Deus; é fazer a vontade de nosso Pai celestial; é confiar em Deus na provação, tanto nas trevas como na luz; é andar pela fé e não pela vista; é apoiar-se em Deus com indiscutível confiança, descansando em Seu amor." Atos dos Apóstolos, 51

TERÇA-FEIRA (20 de junho) ESPERANÇA NA SEGUNDA VINDAEstes são os textos para o estudo de hoje, os quais revelam eventos futuros e que apontam para a esperança do crente; a vida eterna:Para uma herança incorruptível, incontaminável, e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós.” I Pedro 1:4

E, se invocais por Pai aquele que, sem acepção de pessoas, julga segundo a obra de cada um, andai em temor, durante o tempo da vossa peregrinação.” I Pedro 1:17

Os quais hão de dar conta ao que está preparado para julgar os vivos e os mortos. Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mortos, para que, na verdade, fossem julgados segundo os homens na carne, mas vivessem segundo Deus em espírito.” I Pedro 4: 5 e 6.

O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se. Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão.” II Pedro 3:9 e 10.

O povo de Israel estava preso de esperança porque desejava voltar à Jerusalém e adorar Jeová livremente. Veja este texto: "Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também, hoje, vos anuncio que tudo vos restituirei em dobro." Zacarias 9:12


Até certo ponto podemos nos comparar com o povo de Israel; podemos ficar presos nas coisas deste mundo e perder de vista a salvação. Quando aceitamos Jesus, todas as nossas perdas; emocionais, psicológicas, profissionais, ficaram para trás; passaram, e não podem ser recuperadas. Deus disse que muda a nossa história e vida quando o aceitamos como Salvador e somos batizados. Quando acontece a conversão, o nosso passado fica e Deus nos proporciona um presente cheio de paz e nos dá futuro cheio de esperanças.

Você já tinha lido na Bíblia a expressão: "presos de esperança"? O povo de Israel tinha a esperança de retornar à sua pátria e recomeçar tudo de novo com Deus. Mesmo antes de Zacarias, Jeremias também já tinha dito: “E há esperança quanto ao teu futuro, diz o Senhor, porque teus filhos voltarão para os seus termos.” Jeremias 31:17.

Somos presos de esperança? Nada é mais frustrante para uma pessoa do que a sensação de não ter conseguido! Isso aprisiona na tristeza e na dúvida de que com ele a fé e as coisas da Bíblia não funcionam.

Qual deve ser a esperança do filho de Deus? Em primeiro lugar deve ser em viver bem com Deus, com a família e com as pessoas, e, depois devemos aguardar a volta de Cristo, que é a nossa bendita esperança: “Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.” Tito 2:13

Como ser um vencedor? “Clamai a Deus em sinceridade, com fome de alma. Lutai com os poderes celestes até que alcanceis a vitória. Ponde todo o vosso ser nas mãos do Senhor, alma, corpo e espírito, e decidi ser instrumentos vivos, consagrados Seus, movidos por Sua vontade, regidos por Sua mente e possuídos por Seu Espírito.” Filhos e Filhas de Deus, 105.

Contai a Jesus vossas necessidades na sinceridade de vossa alma. Não se exige de vós que entretenhais longo debate com Deus ou Lhe pregueis um sermão, mas com o coração aflito pelos vossos pecados, dizei: “Salva-me, Senhor, senão pereço.” Há esperança para tais pessoas. Elas buscarão, pedirão, baterão, e encontrarão. Quando Jesus houver tirado o fardo do pecado que está esmagando a pessoa, experimentareis a bem-aventurança da paz com Deus.” Manuscrito 29, 1896.

QUARTA-FEIRA (21 de junho) ORDEM NA SOCIEDADE E NA IGREJA – A lição de hoje aborda a necessidade que o crente tem de se portar bem diante dos governantes civis e da igreja.

Sujeição às autoridades civis: “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos.” I Pedro 2:13-15

Que postura deve ter o cristão em relação ao governo instituído? A primeira atitude é a oração em favor daqueles que os governam. Veja este texto:  "Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, PARA QUE TENHAMOS UMA VIDA QUIETA E SOSSEGADA, em toda a piedade e honestidade; porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador." I Timóteo 2:1-3.

Jeremias assim escreveu: Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor, porque na sua paz vós tereis paz." Jer. 29:7.

Podemos, também, pacificamente protestar contra intenções ou ações dos que nos governam; vereadores, prefeitos, governantes, deputados, senadores e até presidentes, que se colocam acima da Palavra de Deus. O governador da época de João Batista foi repreendido, por ele, por causa de sua conduta de vida. Por causa de uma vida de adultério e de “todas as maldades”, Lucas 3:19, que o governador Herodes cometia, João Batista pacificamente protestou.

Autoridade patronal: “Vós, servos, sujeitai-vos com todo o temor aos senhores, não somente aos bons e humanos, mas também aos maus. Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente.” I Pedro 2:18 e 19. Tanto patrões como empregados devem oferecer trabalho e salários justos. 

Autoridade da igreja: “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória. Semelhantemente vós jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros, e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes.” I Pedro 5.1-5

Quando falamos de autoridade na igreja, estamos falando de algo que vem de Jesus. Veja Mateus 28:18-20. Em I Tessalonicenses 5:12-13 temos algumas considerações de Paulo que podem nos ajudar a compreendermos a autoridade na igreja, pois ele aconselha a igreja em sua postura para com aqueles que exercem autoridade, sua liderança.

O que aprendemos com a exortação de Paulo? a) Devemos respeitar a liderança escolhida por Deus. V 12. Paulo é enfático e claro ao dizer que a igreja deve respeitar sua liderança, aqueles que trabalham entre eles. Quem são essas pessoas para nós? São os pastores, os anciãos e liderança e oficiais constituídos. É sobre esta liderança que estamos nos referindo. Devemos respeitar nossa liderança espiritual por um motivo muito importante: eles não foram escolhidos por homens, mas sim, pela vontade soberana de Deus. Amém?

Na Bíblia não vemos nenhum exemplo de homens e mulheres, que são reconhecidos por Deus e pela igreja, sem terem feito algo no sentido de serviço. Por isso é importante que a liderança esteja disponível para servir a igreja e se entregar por ela. Neste aspecto, quando a liderança falha, deve ser repreendida com amor.

Nestes tempos, tem surgido rebeldes contra as doutrinas bíblicas que igreja Adventista adota e defende. Tais pessoas colocam a liderança da igreja, mesmo sendo muito boa, como estando cometendo falhas. A liderança da igreja tem o direito de divulgar as suas doutrinas, com liberdade; e, aqueles que discordam tem o dever de respeitar e calar-se. Isto é uma questão de educação! 

QUINTA-FEIRA (22 de junho) O PRIMADO DAS ESCRITURAS – A lição de hoje menciona sobre o papel que faz a Bíblia no desenvolvimento do nosso caráter. Veja os textos para hoje: “Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar” I Pedro 1:10-12

Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo fábulas artificialmente compostas; mas nós mesmos vimos a sua majestade….Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.
Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” II Pedro 1:16-21

Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador.” II Pedro 3:2

Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes torcem, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição.” II Pedro 3:16.

A Palavra de Deus é maravilhosa! Em Romanos 15:4 encontramos um texto muito especial: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.”

Em nenhum outro livro há tanta consolação para as nossas necessidades como na Bíblia! Buscamos na Bíblia uma palavra que satisfaça as nossas angústias, provenientes dos nossos desencontros, desavenças emocionais, calamidades financeiras, enfermidades e na falta de uma orientação humana, dos nossos dissabores diários; para todas as coisas, Deus Se faz ser notado pela Sua Palavra que se torna viva e eficaz. Até mesmo aqueles que dizem não crer em Deus, sempre haverá uma eficiente Palavra de orientação, consolação e estimulo. Amém?

Consideramos a Bíblia infalível e a verdadeira palavra de Deus, e essa realidade tem uma função específica que é dizer que ali tem preceitos que proporcionam fé e que isto agrada a Deus, pois Ele promove esperança aos nossos corações. Não há como ter fé, se não acreditar nas Escrituras Sagradas e não há como dizer: "existo" sem crer que há um Criador, pois, do nada não podemos ter vindo, somos feitura e semelhança a Alguém, e cremos, pelo que aceitamos que é verdade, que temos um Deus que nos criou e propiciou vida presente e vida eterna aos que crêem.

Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.” A Palavra de Deus é como um tesouro que contém tudo quanto é essencial para aperfeiçoar o homem de Deus. Nós não apreciamos a Bíblia como deveríamos. Não estimamos devidamente as riquezas que encerra, nem nos damos conta da grande necessidade que temos de examinar as Escrituras por nós mesmos. Os homens negligenciam o estudo da Palavra de Deus para ir após interesses mundanos ou entregar-se aos prazeres da época. Algum assunto insignificante torna-se uma escusa para a ignorância acerca das Escrituras dadas por inspiração divina. Seria melhor rejeitar, porém, qualquer coisa de caráter terrenal em vez deste importantíssimo estudo, que nos tornará sábios para a vida eterna.” Fundamentos da Educação Cristã, 123. Amém?

SEXTA-FEIRA (23 de junho) LEITURA ADICIONAL DA LIÇÃO 13 (II trimestre de 2017) PRINCIPAIS TEMAS EM I e II PEDRO – Pedro destacou 5 áreas da teologia cristã: O sacrifício de Cristo para nos salvar, viver de forma piedosa para evitarmos o juízo e a morte eterna, manter viva a esperança da volta de Cristo e vida eterna, respeitar as autoridades constituídas e viver a transformação de caráter através da Bíblia Sagrada.

Para mim a parte mais importante do estudo desta semana é amor de Deus em nos perdoar e restaurar. A parte que cabe a Deus é promover a nossa restauração. Deus opera o milagre no assunto do perdão, restaurando a alma, as emoções, o amor próprio, modificando o senso pessoal de justiça, libertando da amargura e curando o inconsciente. Esse mover sobrenatural de Deus exige, no entanto, a condição de que cada um de nós faça a nossa parte. Lembre-se; o perdão é uma escolha, é um ato de obediência à ordem de Deus, o qual só fará o milagre quando o homem cumprir o que lhe cabe no processo de perdão. Cabe-nos aceitar o perdão de Deus, perdoar o próximo e perdir-lhe perdão.

Quem não consegue esquecer as tristes memórias do passado, vive prisioneiro de suas amarguras. Quem não perdoa é prisioneiro do seu passado, perde a capacidade de viver o presente e compromete o futuro. Daí porque muitos se ferem tanto, pois diante de cada atitude revelam dificuldade em analisar a situação como de fato ela é no presente. Ele encara o presente com os olhos do passado. Quem não perdoa fica prisioneiro das pessoas e circunstâncias do passado. É triste!

Não penseis que, por haverdes cometido erros, tendes de ficar sempre sob condenação, pois isto não é necessário. ...Olharemos nós aos nossos pecados, e começaremos a nos lamentar, e dizer: Fiz mal, e não posso chegar a Deus com qualquer confiança? Não diz a Bíblia: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça”? I joão 1:9É próprio termos uma compreensão do caráter terrível do pecado. Foi o pecado que fez Cristo sofrer a ignominiosa morte no Calvário. Mas ao passo que devemos compreender que o pecado é uma coisa terrível, não devemos dar ouvidos à voz do adversário, que diz: “Pecaste, e não tens direito a reivindicar as promessas de Deus”. Deveis dizer ao adversário: “Está escrito: ‘Se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo." i João 2:1 ...Diz o salmista: “Confessei-Te o meu pecado e a minha maldade não encobri; dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e Tu perdoaste a maldade do meu pecado" Salmo 32:5... Esta é a espécie de experiência que devemos ter. Carta 97, 1895. Meditação Matinal - Nossa Alta Vocação, 78. Amém?


Luís Carlos Fonseca

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